SILÊNCIO

Silêncio é a ausência total ou relativa de sons audíveis. Por analogia, o termo também se refere a qualquer ausência de comunicação, ainda que por meios diferentes da fala.


Na análise do discurso, breves ausências de fala marcam as fronteiras das unidades prosódicas utilizadas pelos falantes. O silêncio na fala pode ser resultado de hesitação, gagueira, autocorreção ou de uma deliberada diminuição no ritmo ou velocidade com o propósito de clarificar ou processar as ideias.


De acordo com as normas culturais, o silêncio pode ser interpretado como positivo ou negativo. Por exemplo, numa organização cristã, como a dos Monges fazem o Rito de Profissão Solene, onde ele deve fazer o voto de silêncio, que é redimir toda sua vida num sagrado silêncio durante trabalho e oração.

Na Bíblia;


O silêncio é frequentemente o “lugar” em que Deus nos espera: para que consigamos escutá-l’O, em vez de escutar o ruído de nossa própria voz.

O livro do Êxodo conta como Deus apareceu a Moisés no Sinai no resplendor de sua glória: a montanha inteira se sacudia violentamente, Moisés falava e Deus lhe respondia entre trovões e raios (Ex 19,16-22). Todo o povo escutava impressionado o poder e a majestade de Deus. Mesmo que haja outras teofanias semelhantes que marcam a história de Israel, na maior parte das vezes, Deus se manifestava de outro modo a seu Povo: não no resplendor da luz, mas no silêncio, na obscuridade.


Alguns séculos depois de Moisés, o profeta Elias, fugindo da perseguição de Jezabel, empreende mais uma vez o caminho até o monte santo, impulsionado por Deus. Escondido em uma caverna, o profeta vê os mesmos sinais da teofania do Êxodo: o terremoto, o furacão, o fogo. Mas Deus não estava ali. Depois do fogo, conta o escritor sagrado, houve “um ruído como o de uma brisa suave”. Elias cobriu o rosto com o manto e saiu ao encontro de Deus. E foi então que Deus lhe falou (cfr. 1 Rs 19,9-18). O texto hebreu diz literalmente que Elias ouviu “o ruído ou a voz de um silêncio (demama) suave”.


- No AUTOCONHECIMENTO , o SILÊNCIO é a porta da entrada da RAZÃO, ou seja, é nele, o SILÊNCIO que encontramos as respostas racionais diante, de nossos atos conscientes, dando assim maior ênfase à nossas ações e decisões.

Manter-se em silêncio quer dizer, sabedoria para os GREGOS, pois na FILOSOFIA , base cientifica da Grécia, o SILÊNCIO é o encontro de SI, ou seja , é no SILENCIO que encontramos as verdadeiras respostas íntima do homem, tende-se como o SILENCIO de SI, a conversa com DEUS, e entende-se que no silêncio se encontra a VERDADE de quem confia-te.

No dito popular conhecemos um que diz; “em boca fechada não entra mosca”(autor desconhecido), podemos usar essa frase analógica para repensar sobre nossos atos e sobre nossos alardes diários, trazendo assim um SILÊNCIO puro sobre nossa SABEDORIA e gerando os verdadeiros benefícios dessa arte silenciosa.


(Ricardo Mateus – VIII ENCONTRO DO SABER)


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